De novo, vesti tudo que podia e tinha direito, com medo do tamanho do frio que iria sentir. Além disso, ainda levei uma bagagem numa mochila, que nem abri. Parecia que ia passar vários dias naquela estação.

Nós almoçamos no restaurante de Vall de Nuria e Rafael tirou muitas fotos (imaginárias) com sua máquina fotográfica (imaginária), Foi muito bom o passeio. Adoramos nossos companheiros de viagem e, ao final, ainda brincamos de guerra com bola de neve
Mas, enfim, as imagens dizem mais do que posso falar. E uma observação final, na neve não senti tanto frio como imaginei que sentiria.
Escrito por Giovana Paiva às 21h55
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LA NAVIDAD EN BARCELONA
No Natal e Ano Novo parece que nada acontece na cidade. As pessoas ou viajam ou ficam em casa ou só saem para fazer compras. A iluminação natalina das ruas não é uma coisa que impressione. O que impressiona mesmo é a quantidade de gente andando pelas ruas do centro.

E tem a “Fira de Navidad” na praça da Sagrada Família. Lá descobri como o presépio pode ser grande. Eles vendem de tudo (made in China), desde os ovos das galinhas até o Cristo e o pinheiro natalino.

Além disso, há um concurso e o presépio vencedor é exposto na Praça de Sant Jaume. Esse ano o vencedor parecia que era feito de ouro. Toda vez que a gente passava por lá, a fila estava dobrando e Rafael entrava nela para ver o bendito presépio. Acho que ele o viu umas 5 vezes.

Existem duas tradições na noite do Ano Novo, que se destacam: comer 12 uvas, uma a cada badalada da meia noite, em frente a televisão e, para os mais jovens, ir para as praças do centro para quebrar garrafas de vidro no chão das ruas. Esse ano, a polícia barrou todas as passagens à Praça da Catalunha e impediu esse quebra-quebra.
A grande festa da Espanha é a dos Reis Magos. É uma festa linda, com direito a teatro, circo e cerimonial para receber a visita dos Reis Magos em todas as cidades.
Em Barcelona, os três Reis chegam de barco e vêm para receber as cartas das crianças e fazer a entrega dos presentes solicitados. É lindo! Fomos ao porto para esperá-los no dia 5 de janeiro. Enquanto esperávamos, assistimos a shows circenses, bailarinos e músicos. Os Reis chegaram pontualmente às 17:30 horas, desembarcaram e foram ovacionados pela multidão e recebidos pelo Prefeito da cidade. Os carteiros já estavam no meio da multidão recolhendo as cartas e cada Rei tem o seu séqüito e seus carteiros. Depois eles foram para um parque, próximo ao porto, onde já estavam depositadas uma parte das cartas já entregues e, em seguida, saíram em cavalgada pela cidade. Por isso eles chamam essa festa de CAVALGADA.

É muito interessante viver essa diferença. Não existe Papai Noel no Natal da Espanha. Existem os três Reis Magos que vem entregar os presentes às crianças.
Até Rafael recebeu uma carta do Prefeito da cidade convidando-o a participar da recepção aos Reis e da Cavalgada. As famílias vão para as ruas e quase todas as crianças tem à mão sua carta. Os carteiros vão andando pela multidão, antes e durante a cavalgada, recebendo as cartas em sacolas colocadas às costas.
Quando sai a cavalgada, vai à frente uma banda de música tocando músicas que as pessoas, que estão nas ruas, cantam junto com ela. Os músicos estão sobre cavalos, que vão a passos lentos. Depois vem outro grupo de cavaleiros tocando clarins e anunciando o início do desfile. Em seguida, carros de limpeza, varrendo e lavando a rua por onde passará o cortejo. E o desfile dos Reis.
O desfile se divide em partes, uma para cada rei - Gaspar e Belchior, que vieram do oriente, e Baltazar, da áfrica árabe. Cada cortejo fantasiado e ambientado de acordo com as regiões que vieram.

É uma coisa indescritível. Por sorte, fiquei próximo a uma família catalã, que estava com filhos que vieram deixar suas cartas (um ia entregar a Bartazar e a outra a Gaspar). Eles estavam filmando todo o desfile. Ficamos conversamos e, ao final, dei meu endereço e eles me enviaram o filme. É legal assistir porque a gente os escuta falando, cantando e fantasiando para os filhos a respeito dos presentes que irão receber naquela noite.
E imaginar que a cidade do Natal é a "terra dos Reis Magos"!!!.
Observem a qualidade das fotos. Foi essa a razão de eu ter comprado a nova máquina fotográfica.
Escrito por Giovana Paiva às 07h23
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BARCELONA HISTÓRICA
Antes de revelar o que o meu olhar consegue perceber da cidade, é importante fazer um passeio rápido pela sua história.
Barcelona é uma cidade romana e sua criação remonta ao século I a.C., quando estes, os romanos, expandiram seu território por quase toda a Europa. Barcelona é uma cidade, portanto, com mais de 2 mil anos.
Antigamente, até a época renascentista, as cidades eram protegidas por muralhas e Barcelona teve três muralhas ao longo de sua história. A primeira, quando os romanos se estabeleceram em território espanhol; a segunda, ao final do século XIII, quando se consolidou como núcleo urbano e iniciou sua expansão territorial; e a terceira, a partir do século XIV, para proteger os campos de cultivos da cidade.
Barcelona viveu anos de tumultos, incêndios, bombardeios e outras revoltas que denotavam a forte tensão que a cidade vivia, o que provocou mudanças sociais e políticas. Ao final desse período, a cidade se transformaria radicalmente e a evidência mais simbólica foi a derrubada das muralhas, o que permitiu o seu crescimento e maior comunicação com outros centros e cidades. A partir desse momento, iniciaram as reformas urbanísticas para resolver os problemas urbanos que foram surgindo na área que ficou amuralhada durante anos.
RESQUÍCIOS DAS MURALHAS ROMANAS
A cidade de Barcelona consolidou-se quando era uma cidade gótica, que tinha se estruturado ao redor do centro geométrico e político da Plaza de San Jaume e expandido seus limites para transformar-se numa cidade de mercadores, navegantes, comerciantes e profissionais.
Abandonou definitivamente suas antigas formas camponesas e se tornou uma cidade moderna, um centro industrial, reflexo das mudanças que o mundo ocidental começou a viver a partir da Revolução Francesa (Essa parte da história de Barcelona será tratada depois).

O TRAÇADO DA CIDADE ANTIGA ESTÁ MARCADO NO DESENHO DA CIDADE ATUAL (ACIMA)
E A PLAZA DE SAN JAUME, CENTRO ADMINISTRATIVO E POLÍTICO DA CIDADE DE BARCELONA (ABAIXO)

Escrito por Giovana Paiva às 15h35
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De uma maneira geral, poderíamos afirmar que o que vemos no Centro Histórico de Barcelona é uma malha viária de uma cidade que foi sendo construída até o século XVII, cujos edifícios atuais foram edificados ao longos dos séculos século XVIII e XIX. É uma cidade que impressiona pela quantidade de tempo que está contido e expressa em todos os espaços.

FOTOS DE RUAS DO CENTRO HISTÓRICO DE BARCELONA
Escrito por Giovana Paiva às 15h35
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TODAS AS CARETAS DE RAFAEL
NESSA VIAGEM, FOI DIFÍCIL CONSEGUIR UMA FOTO SEM CARETA, A NÃO SER QUANDO ELE ESTAVA DISTRAÍDO.



Escrito por Giovana Paiva às 08h29
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UM CASTELO ENCANTADO
Um esclarecimento inicial: continuo com o mesmo casaco do Mont de San Michel. É que só tinha esse casaco e o usei todos os dias nessa viagem. Mas, só foram 10 dias. Na parte interna, o vestuário mudava sempre. O total da indumentária era o seguinte: nos pés calçava duas meias (uma de lã) e o tênis; na parte de baixo do corpo, três meia-calças (de espessura média), um moleton grosso e uma calça jeans; na parte de cima: uma blusa térmica e três blusas de lã. É porque sempre sinto muito frio e com esse arsenal, sentia-me muito protegida e mais gordinha.
Ficamos 4 dias no Val de La Loire, França. Não dá para contar tudo de cada lugar, até porque não consigo escrever pouco, mas procurarei me referir a um pouco de tudo.
Conhecemos alguns Castelos e Loches, que é uma cidade medieval que mantém vestígios intactos de edificações e muralhas, e que já foram incorporadas à cidade moderna. Os Castelos que visitamos foram os de Chambord, Chenonceaux e Chateau de Clos-Lucê. Cada um com uma característica diferente. Todos tiveram suas construções iniciadas nos séculos XV ou XVI e funcionam, atualmente, como museus abertos a visitação, com originais e/ou reprodução do mobiliário, acessórios, objetos de decoração, lustres, ferragens, tapeçarias, quadros, etc.
O mais lindo de todos, o Castelo de Chenonceau, o Castelo das Damas, me deu a impressão de que era encantado. Construído sobre um rio impressionou pela sua beleza. Imaginem um castelo de brinquedo ou daqueles que construímos, quando crianças, em que circulavam reis e rainhas, príncipes e princesas, cavaleiros e serviçais.



Abrigou, além de reis e nobres franceses, Catarina de Médice e Diderot e, durante a Segunda Guerra Mundial, foi adaptado para funcionar como hospital. Neste salão ficava a enfermaria dos feridos.

Escrito por Giovana Paiva às 06h25
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A cozinha foi reproduzida com detalhes. Vários compartimentos, onde se tratavam as carnes, onde se preparavam e limpavam a comida, e onde se comia.

O terceiro andar desse castelo me fez lembrar as estórias de príncipes encantados. Lá, existe um quarto todo pintado de negro, com lágrimas de prata aplicadas em todas as paredes e no teto. O piso é de madeira muito escura. Todos os detalhes são muito escuros, quase negros: o mobiliário, as cortinas, acessórios e objetos de decoração. Era o quarto de uma nobre (que não lembro o nome) que ao perder o amado, homenageou o seu luto fazendo essa reforma no seu próprio quarto. Esta criatura enclausurou-se em Chenonceau, durante 11 anos, até morrer... Não é lindo????

EM TEMPO, A DATA QUE APARECE NA TERCEIRA FOTO É PORQUE A PROPRIETÁRIA DA MÁQUINA É MUITO ORIENTADA PARA OBSERVAR ESSES DETALHES. Quem é a dona da máquina? (Começa com F)
E as minhas amigas arquitetas ficam querendo saber de estilo do edifício, proposta conceitual, partido arquitetônico e detalhes construtivos!!! Para mim, bastam essas informações e a emoção de viver o encantamento do lugar.

Detalhe de um teto de madeira (circulação) Uma das sala de estar Capela do castelo
Escrito por Giovana Paiva às 06h24
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Ontem fui chamada à escola, pela professora de Rafael, para ouvir reclamações sobre seu comportamento na sala de aula. Esta é a segunda vez que ele participa de bagunças e, aqui, eles são bem rigorosos com a disciplina. O interessante é que as conversas da professora com a mãe sempre se dá na presença das crianças. Eu estava acostumada ao NEI onde elas marcavam hora para conversar comigo, parecia um confessionário, e estranhei essa maneira como eles agem, além dos castigos que aplicam. Nada exagerado, mas castigos. As crianças parecem que são tratados como adultos pequenos.
Acho essa rigidez na disciplina escolar interessante para o momento que Rafael está vivendo. Entendo-a como um contraponto necessário à liberdade que estava acostumado a ter no NEI, mesmo considerando que lá também vivia um ambiente em que se exercia e exigia respeito à autoridade e ao limite. Algumas fotos recentes para mostrar como está crescido e como o seu bem estar está refletido na sua fisionomia.


Escrito por Giovana Paiva às 11h09
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INVEJA
Só para me amostrar um pouquinho. Vejam o que comprei prá mim!!! Estou encantada e adorando meu brinquedo novo.

É uma Panasonic DMC-FZ30EGM. Poderosíííssima!!! Será o meu presente por esta viagem. E custou barato, comparando com o preço dela no comércio de Barcelona. Comprei pelo site da Pixmania por 460 euros. Tirei o dinheiro da poupança que fiz, quando sai de Natal. Pretendia, com esse dinheiro, readquirir coisas que me desfiz antes de viajar. Dei para quem precisava e era melhor do que ficar guardado e sem uso por um ano.
Baixou o espírito do Imperador Bena I, o magnânimo (e, por favor, não sejam maldosos com essa afirmação. Estava pensando no carro conversível vermelho, no bar A Livraria, nos dinheiros emprestados e outras doações que ele sempre fez).
O que vale é a satisfação da alma!!!
Vou aproveitar e fazer um rol de produtos que terei que comprar, se alguém encontrar uma promoção a partir de julho, me avise: máquina de lavar roupa, televisão, liquidificador, guarda-roupa, roupa de cama, toalhas, talheres, um carro (o único que vendi) e um monte de coisinhas.
Escrito por Giovana Paiva às 08h52
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MARISA MONTE EM BARCELONA
Em maio de 2004, Carlinhos Brow fez um rebuliço em Barcelona. Durante o Fórum Internacional das Culturas, apresentou-se sobre um trio elétrico arrastando multidões pela ruas. Depois, o “Ayuntamiento” (Prefeitura) de Barcelona o contratou para fazer um carnaval no Passeio de Grácia.
http://www.elmundo.es/elmundo/2004/05/15/enespecial2/1084658388.html
Carlinhos Brown contamina BCN de amarillo y verde
HELENA FDEZ. (E. especial)
BARCELONA.- Barcelona se rindió a los colores de Brasil. Aunque la cita con Carlinhos Brown comenzaba a las seis en el Paseo de Gràcia barcelonés, desde primeras horas de la tarde toda la ciudad era Carnaval. 'Carnabalona' mejor dicho, un himno inventado por el brasileño, una excusa formidable para convertir a la avenida más señorial de la ciudad en un gigantesco sambódromo.

Concomitante, o disco TRIBALISTA “estourou” e foi um dos discos estrangeiros mais vendidos na Espanha. Inclusive, tornou-se um dos poucos CD’s pirateado e vendido pelos camelôs na Espanha. Durante o Fórum, ainda, foi lançado um documentário sobre o trabalho social que o negão desenvolve em Salvador, sua música e sua cultura. Muito bonito, por sinal.
Enfim, no mês passado (abril/06), estava caminhando por uma Rambla, quando me deparo com os olhos de Marisa Monte. "Como é? Será que é a minha Marisa Monte?" (isso era eu pensando porque amo Marisa Monte e tudo que ela faz). E era ela mesmo. O lançamento de seus dois discos estava em Barcelona!!! E, provavelmente, toda a Espanha foi alvo dessa fenomenal campanha publicitária. Em todo canto da cidade, lá estava Marisa Monte olhando prá gente. Confesso que fiquei muito orgulhosa de ser seguida por ela. Não acredito que estes discos tenham o mesmo impacto que Tribalista sobre os espanhóis. Mas, adorei os dois. Não comprei, mas já fui à FNAC para ouvir algumas músicas de graça.

Embaixo, no cartaz, está escrito: "para aqueles que estavam esperando um novo disco de Marisa Monte, a boa notícia é que são dois. Todo o conteúdo inédito".
Escrito por Giovana Paiva às 08h05
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MONT SAN MICHEL
No dia 20 de Fevereiro de 2006 estávamos na França. Nesse dia, saímos de Blois, no Val de La Loire, até o Mont Saint-Michel e, ao final desse mesmo dia, fomos para Paris. Foram 5 horas, ininterruptas, de carro na ida e 6 na volta. Imagine o estágio do cansaço que estávamos quando chegamos ao hotel? Fomos ver o Mont San Michel. Mas, valeu a pena! É uma ilha rochosa situada ao norte da Normandia, na França. Um monte que é uma ilha, mas depende do mar prá ser ilha. Na minha terra, a gente diz: depende se maré está cheia ou não. Nas horas em que ficamos lá, a maré estava seca. Mas, foi uma das visões mais impressionantes que já tive na minha vida. Um monte distante, encoberto pela neblina do inverno, que foi se descobrindo à medida que nos aproximávamos, tornando-se encantado e divino. No passado, foi um santuário e atualmente transformou-se em um shopping center muito diferente, cuja exploração do turismo me pareceu perversa. O nome “shopping center” quem está chamando sou eu, pois para a França, o Mont San Michel é um monumento histórico, cujo sitio foi classificado, em 1979, como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

A ENTRADA DO MONT SAN MICHEL, 
O INTERIOR MARAVILHOSO E A VISÃO DO MAR (na maré vazante)


Escrito por Giovana Paiva às 19h59
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Diante disso, ninguém pode ficar igual. Algo ou alguma coisa deve se tranformar por dentro, nem que seja a capacidade de se emocionar. Senti muito medo e atração por enfrentar o vento forte e frio que me apavorava.

MINHAS COMPANHEIRAS MARAVILHOSAS DE VIAGEM - Amadja e Fátima

AS RUELAS DO MONT SAN MICHEL TRANSFORMADAS EM LOJAS, VITRINES, RESTAURANTES, HOTÉIS E TUDO O MAIS QUE SE POSSA IMAGINAR.

E, PARA FECHAR ESSA SÉRIE, RAFAEL, QUE ALÉM DE TOMAR UM SORVETE DE MORANGO, NO MEIO DO VENTO E DO FRIO, AINDA SE DIVERTIU MUITO COM O MEU EXAGERO EM PROTEGÊ-LO.

Escrito por Giovana Paiva às 19h56
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CURIOSIDADE
Eu sempre me acho "matuta" e também sempre acho que disfarço muito bem minha "matutisse". Não dô bobeira! As coisas do primeiro mundo me surpreendem, às vezes, mas eu sempre dou a impressão de que é a coisa mais corriqueira na cidade onde vivo. Tudo isso para fazer uma pergunta e contar uma estória. A pergunta é: Alguém já ouviu falar em lavar parada de ônibus? Pois, aqui se lava e muito bem lavado! Lá estava eu, sentada e esperando um ônibus numa parada, indo para o centro da cidade, quando parou uma furgoneta bem próximo de onde estava. Um rapaz, muito simpático (um pouco magrela, mas interessante), desceu e começou a falar apressadamente com todos que estavam sentados no banquinho ou embaixo da cobertura da parada. Eu não entendi nada - é que ele falou em catalão, a lingua oficial da região e eu tinha acabado de chegar a Barcelona. Olhei para um lado e pro outro e todos estavam se levantando. Fiz o mesmo, me levantei e me afastei da parada de ônibus, junto com os demais. O rapaz, então, abriu as portas traseiras da furgoneta, tirou uma mangueira que tinha uma vassoura na ponta, ligou um motor que tinha lá dentro e, de repente, começou a lavar, com água e sabão, toda a parada do ônibus. Quando acabou essa etapa, enxaguou e secou tudo com um rodo e uma flanela. Terminado o serviço, os retoques finais e ele foi embora. As pessoas foram voltando, se aproximando para sentar de novo. E ele? O rapaz da furgoneta? Seguiu para a próxima...

Escrito por Giovana Paiva às 19h25
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Memórias de uma viagem, minha e de meu companheirinho Rafael. Memória de uma grande experiência, de uma aventura transformadora de nossas vidas. Memórias pela busca de minhas memórias e do meu rastro, pela minha autonomia e liberdade. Memórias pela minha dificuldade permanente de guardar memórias. Memórias pela relação com o meu trabalho de Tese, cujo tema é a Memória na História de uma cidade. Enfim, pretendo, nesse espaço, publicar fotos e alguns textos explicativos de minhas memórias recentes, dividir o que tenho visto e vivido e, se conseguir deixar escapar a minha timidez, revelar um pouco de minha memória consolidada, passada, e do quanto são capazes de influenciar meus devaneios. Um espaço para exercitar minha memória, o meu desejo de praticar e exercer a escrita e como exercício da liberdade que estou conquistando. Um Blog que seja prazeiroso para mim e para quem o visitar, que seja que nem um vôo sobre as nuvens, leve e revelador de belezas indescritíveis.

Enfim, esta será minha segunda tentativa. A primeira me foi dada, como a maior maravilha do mundo, pela minha amiga (maravilhosa e antipática) Vera Amaral que, muito internáutica, criou, nomeou, fez tudo e me entregou, mas achei aquilo muito complicado. Tudo em inglês. Tinha que fazer mudanças, saber alguma coisa de linguagem. Ou seja, botei um monte de defeito e "malagradecidamente" abandonei-o e me justifiquei que não tinha tempo e nem paciência para isso. Agora, virou moda! Se todo mundo tem e faz um Blog, por que eu não posso também? Lá pelo lado das minhas terras tem o da Império da Casqueira (majestoso), o Galadus (espirituoso), o Barra da Ilha (elegante) e, agora, quem sabe, o meu que, por enquanto, foi nomeado por esse nome que, há algum tempo, tem me perseguido - MEMÓRIAS.
Escrito por Giovana Paiva às 19h19
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