AS AMIGAS

Eu poderia me estender bastante para falar das amigas que tenho conquistado e que estão guardadas no meu peito. Talvez citar nomes e falar de cada uma. Mas, não vou fazer isso. Em geral, são pessoas muito interessantes, por quem tenho muito carinho e respeito.

Nesse texto, no entanto, vou me referir à apenas dois tipos: as sabidas e as antipáticas. Sim, porque essas são poderosas e podem ser descritas até de maneira caricata, que é o pretendo fazer.

As sabidas adoram usar determinadas palavras, como “contexto”, "suavidade" e "escolhas". Tudo é contextualizado. Tudo tem uma razão e uma explicação. Ou não, como diria Caetano. Para algumas, não precisa explicar nada, mas viver. Elas falam com as mãos e possuem um gestual característico. São ótimas para me dar uma luz, quando o escuro está grande.  Sempre que posso, me utilizo muito da sabedoria delas e sempre sou bem sucedida. Elas também têm um colo enorme, macio e aconchegante. Em algumas situações, parece que carregam um divã e nos coloca nele, e dão assistência domiciliar, quando é necessário!

Agora as antipáticas, são demais! Delas eu posso exagerar muito. Sempre tem uma marca de vermelho, ou é o fogo que sai do nariz quando têm raiva ou o carro ou são os cabelos. Espevitadas, arrebitadas e mal-educadas. Sempre tem a língua afiada e uma resposta desaforada para todas as questões. Desdenhosas, irônicas e atrevidas. Para mim, são todas muito engraçadas e, ao mesmo, exemplo de autoestima. Saiam da frente porque elas são fogo! Num instante se levantam de qualquer tombo, nem que seja fingindo. Mas, por baixo dessa aparência, são suaves e doces.

Por todas, sinto o maior orgulho por poder compartilhar minha vida e meus conflitos. Em geral, todas são, indistintamente dessa brincadeira de classificação, muito generosas e eu as adoro muito.

Beijão para todas.



Escrito por Giovana Paiva às 07h51
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VISITA AO MUSEU DE ZOOLOGIA

O Museu de Zoologia de Barcelona estava oferecendo uma exposição, em dezembro de 2005, sobre os Dinossauros.

 

Rafael adora Dinossauros!!!

Fomos, comprei os bilhetes de acesso a essa exposição (provisória) e à permanente, onde estão os exemplares de animais, em sua grande maioria empalhados.

Adorou a primeira parte. Vimos exemplares de esqueletos, brinquedos e os dinossauros que freqüentam as estórias, desenhos animados e filmes, como Godzila, por exemplo.

   

  

Ele, no entanto, não gostou de ver os animais empalhados e ossos. Na verdade, é muito feio ver aqueles bichos, pois parecem que estão vivos e não se mexem. Acho que ele ficou um pouco chocado. Desistimos de ver essa parte e voltamos aos dinossauros (vejam a expressão do seu rosto).

 

Ao final comprei um lápis grafite com um dinossauro e ele ficou muito feliz com o presente. Observem que estávamos começando a viver o inverno de Barcelona.

 



Escrito por Giovana Paiva às 05h28
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PASSEIO SOBRE BARCELONA

Nesse mesmo dia, saímos andando sem rumo quando, de repente, percebi que existia um teleférico e apontei-o para Rafael. Ele ficou entusiasmado de fazer aquele passeio. E eu tenho medo de altura e de rodar, por isso não me chamem para uma roda-gigante. Tô fora! Ir a um parque de diversões, restam-me muito poucas opções para brincar.

Mas, esse teleférico e subir na Torre Eiffel foram as duas cotas de sacrifício que tive que fazer. Tudo bem.

Existe uma pequena fila, que anda muito lentamente. Resistimos bravamente. Conseguimos passar e chegamos ao topo por um elevador.

  

Chegando lá em cima, pensando que iria entrar logo no teleférico? Ledo engano!! Outra fila e muito mais extensa. Mas, tudo era diversão. Ficamos lá esperando. Já tínhamos pago e agora eu tinha que arranjar ocupação para esperarmos mais de meia hora, no mínimo.

 

A viagem é curta, mas a passagem da cidade é belíssima. Acho que é um passeio que vale a pena.

 

 

A marina, os barcos. Esse mar é o Mediterrâneo.

Vejam um estacionamento à beira mar!!! Vejam as caixinhas de vidro, onde ficam as escadas e o elevador!

Incrível!!! Como conseguiram construir tão próximo da água.

Ao final, a gente desceu no Monjuic, que é uma montanha, um parque onde foi construído o complexo esportivo para as Olimpíadas de 1982, e onde está o Museu Nacional da Catalunha e o Museu Miró, entre outras coisas.

 



Escrito por Giovana Paiva às 05h12
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CURIOSIDADE EM ESTAMBUL

A maioria dos guias de viagem que se referem à Turquia (publicados em livros ou os da internet) recomendam que as mulheres vistam-se de maneira sóbria, sem exageros e sem mostrar demasiadamente as partes do seu corpo. Isso por causa da religião e para respeitar ou não afrontar a cultura local. Entre tantas outras recomendações, existe uma que diz que uma mulher nunca ande no banco da frente de um táxi. Li e procurei seguir todas.

No segundo dia em que estava em Estambul, sai sozinha com Rafael e estava um pouco apreensiva, pois teria a oportunidade de manter meu primeiro contato com as pessoas, sem a intermediação do guia turco que nos acompanhara no dia anterior. Imaginava que teria que exercitar minha capacidade de fazer mímica, pois não sei falar inglês e muito menos turco.

Foi nesse dia que descobri que aquele “inglêzinho” que aprendi no Colégio das Neves e no CCAA tinha alguma serventia. Descobri também que sabia algo mais do que "the book on the table". Juntei esse pouquinho de inglês que sabia com o meu talento mímico e me comuniquei muito bem. Não tive nenhuma dificuldade de chegar onde eu queria ou de fazer o que tinha que fazer. Um detalhe, na Turquia, o espanhol também não existe. Em quase todos os museus a comunicação é feita no Turco, depois inglês, alemão e francês (nessa seqüência) e raramente encontramos alguma publicação em espanhol.

Mas, nesse dia estava contente, chegara o final da tarde e já tinha cumprido todo o roteiro programado. Agora estava aproveitando para pegar um solzinho, sentada em um banco da praça em frente à Mesquita Azul (muito chique), enquanto Rafael tomava um sorvete. Nesse momento, fui abordada por um rapaz um pouco nervoso, que falava um português com sotaque de Portugal. Falava com muita dificuldade e parecia não saber falar o português direito.

Por um instante, fique um pouco tensa. Disse a ele que se acalmasse e falasse devagar. Ele me explicou que era turco e autodidata na língua portuguesa, que andava diariamente pelas ruas de Estambul procurando pessoas para praticar o seu português. Estava nervoso porque acabara de ser destratado por um gaúcho (do Brasil) e não queria ser mal entendido por mim. Eu o convidei para sentar no banco e ele, logicamente, não aceitou. Disse que era melhor ficar de pé. E ficou ali, diante de mim, parado e falando sem parar sobre a crise no sistema penitenciário brasileiro, da rebelião de São Paulo (que eu não sabia de nada até aquele momento) e de que tinha escrito um dicionário Português-Turco-Português para atualizar a versão que existia na Turquia. De vez em quando parava de falar e me perguntava se estava falando corretamente. Eu respondia que sim e ele pedia que eu o corrigisse quando falasse errado.

Depois de algum tempo ouvindo e corrigindo aquele turquinho, que me parecia um pouco birutinha, disse a ele que tinha que sair. Aí ele perguntou se poderia ouvi-lo por mais 5 minutos. Eu respondi “pois não”. Ele se assustou e disse alguma coisa, pedindo desculpas, agradecendo e se despedindo. Aí, eu cai na gargalhada porque me tocara que minha resposta positiva era uma negativa para ele. Depois de ter compreendido a razão de minha risada, elle disse que sempre tem muitas dificuldades de entender o português do Brasil por causa dessas coisas.

Enfim, ainda fiquei parada, escutando-o e corrigindo-o pelos cinco minutos que ele pedira, depois me despedi e fui para o hotel.



Escrito por Giovana Paiva às 19h19
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DE VOLTA A BARCELONA

ESTACIONAMENTOS

Barcelona é uma cidade cheia de estacionamentos escondidos. A gente anda pelas ruas e vê poucos carros estacionados.

Esta rambla, por exemplo

É o nosso caminho diário, de casa para a escola pela manhã e da escola para casa, no final da tarde. É aí que a gente cruza com os cachorrinhos. Liiiindooossss!!!!

Rafael sempre aproveita para praticar seu patinete. Ele diz que está “craque”. Mas, o danadinho está bem mesmo. Já faz algumas manobras e anda em velocidade.

  

Só que estamos em cima de um grande estacionamento. Toda essa área, até perder de vista (na primeira foto) é um estacionamento subterrâneo, com 3 andares no subsolo. E o mais incrível que eles conseguem arborizar muito bem. Em vários lugares da cidade, quando encontrar uma placa como essa, observem que ela estará avisando que ali existe um estacionamento e se nele existem vagas disponíveis ou não para estacionar.

 

Não sei como funciona, se o acesso é livre, qualquer pessoa pode estacionar o seu carro e pagar, ou se precisam ser compradas ou alugadas as vagas. Imagino que sim, porque nada aqui é tão público. Tudo tem propriedade, custos e lucros, naturalmente.

Mas, é interessante o sistema. Tem uma portaria automática sem funcionários, o proprietário do veículo deve pagar por hora (porque tudo aqui é por hora) e receber um cartão que lhe permitirá, depois, ter acesso ao interior do estacionamento para retirar o seu carro. O primeiro acesso é esse:

 

Depois de estacionar, os motoristas saem por estes acessos e, depois, voltam a entrar por aqui:

 

Observem que só podem ter acesso a essas portas, de fora para dentro, quem possuir um cartão do estacionamento, pois as mesmas têm uma trava eletrônica, tipo máquina de retirar dinheiro de banco, e que em vários dos acessos têm disponível um elevador.



Escrito por Giovana Paiva às 16h53
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DIAMANTE DO PALÄCIO

Nas 3 salas em que estavam a exposição das jóias imperiais era proibido fotografar. Porém, hoje, recebi uma foto de uma das peças expostas, que  uma espanhola (que viajou conosco) fotografou. Um broche, feito com diamantes, utilizado para prender o turbante dos sultãos que, inclusive, já foi alvo de algumas tentativas de furto no Palácio Topikapi. A fotografia está um pouco sem foco, mas vale à pena mostrá-lo.



Escrito por Giovana Paiva às 10h33
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FRASES QUE ME FAZEM PARAR PARA PENSAR

Tenho lido muita coluna social entre os anos 30 e 40. Hoje, uma despertou a minha atenção para uma frase. O autor dessa crônica, identificado apenas como "S.", refere-se à reconstrução do Natal-Club, que fora fundado em 1906 e passara um tempo sem funcionar. Em 21 de julho de 1940, quando essa crônica foi publicada no Jornal A República, a cidade do Natal foi informada de que seria reconstruido um outro edifício para funcionar o mesmo club.

No meio, eu destaquei o seguinte:

"Os dias correm tão céleres e em torno de nós tudo se afoga tão depressa no esquecimento, que, afinal, terminamos como aquele personagem de Anatole, só amando e beijando sombras. O [Natal-Club] proporcionará aos descrentes a certeza de que a tenacidade tem forças para ressuscitar ruínas".

Basta substituir o nome Natal-Club...



Escrito por Giovana Paiva às 07h36
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MULHERES TURCAS

TRISTE E CONFORMADA SUBMISSÃO

  

  



Escrito por Giovana Paiva às 14h21
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O PALÁCIO DE TOPKAPI

Apesar da azaração do pessoal medroso de Carapebas, fui e voltei e não houve nenhum contratempo ou ameaça de ataque de fanáticos homens-bomba no meio do caminho. Só voltei com um arrependimento: o de não ter estudado mais na minha juventude, de não ter me esforçado mais para decorar e aprender todas as datas e acontecimentos, todas as lições. Eu acredito que ir à Turquia pode ser melhor aproveitado por quem possui mais conhecimentos da história mundial do que eu mas, mesmo assim para mim, foi muito enriquecedor e emocionante estar em lugares que representaram momentos importantes, como a cidade de Constantinopla.

O Palácio de Topikapi, hoje, é considerado a principal atração turística de Estambul. Vejam a foto da maquete. São mais de 700 hectares de área.

O sultão otomano Mehmet, o Conquistador, mandou construir o primeiro palácio depois da conquista de Constantinopla em 1453. Numerosos sultãos viveram ali e o foram construindo, até Mahmut II (1808-1839), que foi o último imperador a morar em Topkapi.

 

O palácio de Topikapi cresceu através dos séculos e sua planta foi sendo dividida em 4 pátios. Os otomanos seguiram a prática bizantina de separar o monarca do povo, O primeiro pátio estaria aberto a todo o povo; o segundo, só às pessoas com permissão imperial; o terceiro, à família imperial e o último, apenas os aposentos familiares do imperador.

O harém do palácio possuia mais de 300 habitações e sua construção data entre os anos 1520 a 1566. Há registros de que um dos imperadores chegou a ter 112 filhos.

 

O PRIMEIRO PÁTIO

  

AS ARCADAS QUE CIRCUDAM O PRIMEIRO PÁTIO E UM DETALHE DO SEU TETO

 

Ao primeiro pátio se dirigiam comerciantes e o povo em geral. Os primeiros iampara vender suas mercadorias e instalavam verdadeiras feiras livres. No segundo pátio, as pessoas só poderiam adentrar se estivessem montadas a cavalo (não entendi por quê, mas... foi a informação que recebi) e com a permissão do imperador, Entre os dois primeiros pátios existiam outras comunicações, como as cozinhas e as dependências de serviço do palácio. Essas eram imensas, pois no palácio trabalhavam e viviam cerca de 11 mil pessoas, servindo à família imperial e mantendo sua estrutura.

PORTA DE ENTRADA AO LOCAL DE REUNIÃO DOS PACHÁS, OUTROS NOBRE E O IMPERADOR E VISÃO DO SEGUNDO PÁTIO.

 



Escrito por Giovana Paiva às 13h17
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Para chegar ao terceiro pátio era necessário passar pela Porta da Felicidade, que dava acesso ao harém e que é belíssimo, cheio de azulejos (não foi permitido fotografar).

Nas fotos abaixo vê-se a porta que dava acesso ao terceiro pátio e no chão, a pedra que simbolizava a felicidade. As pessoas convidadas ao terceiro pátio e ao harém tinham que passar por cima dela.

  

A parte mais íntima do Palácio também é a mais reservada. Ao chegarmos nessa parte do palácio  vislumbra-se uma vista lindíssima do Estreito de Bósforo. Lá existem vários ambientes, como os aposentos do imperador, um local de oração, uma piscina, fonte e um quiosque com cobertura dourada (não sei se é de ouro).

 

 

Por onde passávamos haviam várias exposições de cerâmicas chinesas, louças de bronze, jóias com esmeraldas, rubis e ouro. Em algumas dessas exposições foi possível fotografar, outras não.

 

 

Nesse primeiro dia da viagem, Rafael já estava começando a se entrosar com algumas pessoas, até massagem recebeu enquanto escutava a explicação do guia (a senhora chama-se Palmira).

 

 

UMA PEQUENA BIRRA MOTIVADA PELO EXCESSO DE INTIMIDADE QUE JÁ ESTAVA TENDO, AO QUAL EU PEDI QUE ELE MODERASSE, AFINAL ERA O PRIMEIRO DIA:



Escrito por Giovana Paiva às 13h16
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MANGA

Hoje fui ao mercadinho de frutas e verduras, perto de onde moro, para procurar jerimun. Estava faltando, mas vi umas mangas lindissimas. Comprei apenas uma pois estava muito cara, 4,50 euros o quilo. A única que comprei me custou 2,27 euros. Fiz um suco maravilhoso... Fazia um tempão que não sentia o seu cheiro e gosto.

Escrito por Giovana Paiva às 05h27
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ATENÇÃO!!! HARRY POTTER TAMBÉM É IMPORTANTE

Adoro filmes infantis, desenhos animados e revistas em quadrinho. O prazer de me deleitar com essas leituras, depois de tive um filho, tem se aguçado novamente. Sempre que tenho oportunidade, recomendo às pessoas amigas que leiaM determinados livros ou assistam alguns filmes. Por exemplo, quem não assistiu ainda aos filmes Rei Leão I, Procurando Nemo e Harry Potter, precisa urgentemente assistir para se tornarem mais gente.

Mas, eu comecei esse texto para falar apenas de Harry Potter e desviei um pouco o caminho. Primeiro, gostaria de pedir também para que quem não leu os livros de Harry Potter, por favor leia. É muito bom. Pelo menos, os 5 primeiros números. Eu os li de uma só tacada. Uma semana e os havia engolido. Além de ter uma leitura deliciosa, tem algumas lições que todo mundo deveria aprender. Vou me referi a apenas duas que estão resumidas em poucas palavras. São elas: RIDICULUS e ESPECTRUM PATRONUS.

Antes de falar dos efeitos dessas palavras mágicas e do que são capazes de fazer, acho importante falar do exercício diário que precisamos fazer para utiliza-las. Primeiro é necessário comprar uma varinha mágica. Mas, cuidado!!! Nem toda varinha servirá para você. E não é você quem irá escolher a varinha. Ao contrário, quando for comprar a sua varinha, a sua o escolherá. Não se preocupe que elas sabem a quem pertencer.

Outro detalhe importante a observar é o movimento que precisam aprender a fazer com a varinha. Precisa ser circular, meio espiralado, de cima para baixo e depois apontar para o alvo. Ah!!! Não esqueça!!! Esse conjunto de instruções precisa ser feito em, no máximo, 3 segundos (quando esqueço a minha em casa, utilizo o dedo indicador da mão direita e sempre funciona).

A primeira lição que aprendi com Harry Potter, e estou tentando implementar na minha vida, é a utilização da palavra mágica RIDICULUS. Ao movimentar minha varinha e expressar a palavra RIDICULUS, resolvo quase todos os seus medos e problemas. Ou seja, transformo tudo o que me incomoda em coisas ridículas. Outro detalhe importante a prestar atenção: esses medos e problemas também podem ser materializados em pessoas. Por exemplo, às vezes tem pessoas que causam danos, prejuízos emocionais e outros males do sofrimento, então aponte sua varinha para elas e diga RIDICULUS. Pronto!!! Pode transformá-las em um palhaço ou em qualquer ridículo que queira.

Agindo assim, você resolverá muitos dos seus problemas e ficará sentindo muita paz.

É muito melhor essa alternitiva do que recorrer a Irmã Iracema ou outras cartomantes sem credibilidade.

A outra expressão é ESPECTRUM PATRONUS. Essa é a magia da proteção. Para que ela funcione, de verdade, é necessário concentrar e evocar todas as lembranças boas, pessoas boas (amigos e familiares bons) e coisas boas que te aconteceram ou passaram pela sua vida. Isso fará com que seja projetado ao seu redor uma aura que o protegerá de todos os males e pessoas ruins que possam causar algum mal.

Essa também tem sido um exercício, quase diário, que tenho feito. É ótimo!

As duas magias juntas estão, dia após dia, transformando algo dentro de mim. Talvez, me deixando mais forte e mais preparada para uma próxima oportunidade, quando terei que sacar minha varinha novamente para defender a minha paz.

Escrito por Giovana Paiva às 18h17
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A RELIGIOSIDADE DE CAPADÓCIA

Acho que qualquer cristão gostaria de conhecer a região de Capadócia. Quem não é cristão também. Um lugar que havia sido coberto por larvas de vulcão e que voltou a ser ocupado pelo homem.

Foi o centro do Império Hitita, posteriormente um reino independente e depois uma enorme província romana, mencionada pela Bíblia.

  

 

Apesar da aparência de aridez é uma região agrícola muito fértil, produtora de frutas, principalmente de uvas para a produção de vinhos.

A região, que fora encoberta por larvas vulcânicas, sofreu com a erosão dos ventos e das chuvas e foi transformada numa paisagem muito instigante, cheia de pequenas montanhas, pontudas, chaminés e vales. Grande parte dessas pequenas torres foi utilizada como casas, um conjunto de igrejas, capelas e monastérios; assim como abaixo das montanhas construíram quilômetros de túneis, que se constituíram em cidades subterrâneas. Durante milênios foi utilizada como refúgio para os cristãos que procuravam proteção contra a perseguição que sofreram.

 

Nos últimos tempos, tem sido intensificada a indústria do turismo nessa região.



Escrito por Giovana Paiva às 17h20
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A VIAGEM À TURQUIA

Olha, está difícil mexer com tanta foto e começar a escrever alguma coisa sobre nossa viagem à Turquia. Não sei por onde começar.

Para início de conversa, descobri que perdi dois momentos importantes do que registrei: a Mesquita Azul e as Cisternas Romanas que abasteciam a cidade de Constantinopla (atual Estambul). Estou P da vida!!! Não sei como pude dar uma bobeira dessa. Perder todas as fotos desses dois locais!!! Foi demais...

Para tentar remediar o que já está perdido, estou mantendo contato com as pessoas que viajaram conosco para pedir que me dêem suas fotos.

É uma pena!!! A Cisterna, principalmente, é o que me dá mais dó e mais raiva. Lá nós fotografamos os peixes fantasmas e seus filhotes. Vimos outros fantasmas também e outras assombrações. Mas, enfim.... vamos passar essa página.

Como e o que começar a mostrar? Resolvi começar pelo Palácio de Topkapi e pelos seus azulejos. São fantásticos.

Fotografei milhares. Vou mostrar apenas alguns exemplares do Palácio, que foi a primeira visita que fizemos.

   

   

  

Durante 4 séculos, este foi a residência dos sultãos otomanos e foi construído depois da tomada de Constantinopla, em 1453.

Sua arquitetura é inspirada nos edifícios islâmicos. Possui 4 pátios O primeiro dava acesso a todo o povo e o último era utilizado apenas sultãos e seus familiares. Este último ficava resguardado e protegido do contato com o povo.

Escrito por Giovana Paiva às 16h21
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Hola! Estoy de vuelta.

Não sofri, não morri e, como Benito comentou na mensagem anterior, pulei mais três batentes e nem doeu. Pensando melhor, nem foi uma grande aventura, mas apenas uma aventura. Tudo normal, dentro dos "conformes" e do previsto. Acho que a aventura maior pode ter sido a de ter enfrentado os meus medos e inseguranças e desafiado os meus limites. Avalio que fui bem sucedida. Cá estou... Bem bem. E isso me basta nesse momento.

Por outro lado, também posso considerar que foi uma grande aventura. Conhecer a Turquia foi muito impressionante. Quase tudo ultrapassa milênios de anos: muralhas, igrejas, mesquitas, cisterna, mosaicos, pinturas, mármores, as primeiras moedas e as primeiras escrituras, covas que eram casas e cidades subterrâneas.

Alguns rastros deixados pelo homem desde os anos 7.000 a.C.   Já imaginou o que são 9 mil anos antes de hoje? 

De novo me senti muito pequena, insignificante ou quase nada diante do tempo. Qual o significado de tudo o que pensamos que somos ou pretendemos ou das coisas que queremos e fazemos? Tudo isso pode ser nada, significar nada e resultar em nada. Mas também pode ser muita coisa... Não há dúvida de que sempre deixamos marcas e, lá na frente, quem sabe qual significado poderá adquirir. Eu não sei...

Foram 3 dias em Estambul e 2 em Capadócia. Maravilhosos!!! Muitas fotos... Talvez mais de 2 ou 3 mil fotos. Não sei a quantidade e nem sei se terei tempo e condições de organizá-las. Não sei nem como começar a olhar para selecionar e organizar.

Outra coisa maravilhosa foi confirmar que tenho um filho muito especial. Rafael, ao longo desses dias tornou-se o centro de um grupo de mais de 40 adultos que, inicialmente o olharam com certa desconfiança (já pensou o que seria ter a companhia de uma criança "pentelha" dentro de um ônibus durante 7 dias?). Mas, ao contrário, ele os conquistou a todos e todos os dias. Ao final, hoje, antes de sairmos de Estambul e enquanto esperávamos o ônibus que nos levaria ao aeroporto, eu fotografei um casal (com os seus 60 anos), sentados no chão do saguão do hotel, brincando com ele. Para mim, foi muito emocionante ver essa cena.

Esse tipo de atitude se repetiu durante todo o dia de hoje. Alguns jogaram futebol no aeroporto, outros compraram presentes, balinhas e chicletes ou simplesmente o abraçaram apertado várias vezes, como se fosse um bichinho de pelúcia, lamentando que sentiriam sua falta. E, ao chegarmos na saída do aeroporto de Barcelona, todos (um a um) vieram beijá-lo e despedir-se dele.

Isso para mim tem um significado muito grande. Não dizem que o homem é produto do meio? Então? Para mim, isso pode significar que eu, apesar de tudo e de alguma maneira, estou conseguindo influir muito bem na formação dessa pessoa.



Escrito por Giovana Paiva às 21h19
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