BARCELONA

ANTONI GAUDÍ (1852-1926)

 

Em dezembro de 2005, já estávamos há dois meses e meio em Barcelona. De repente, ouvi Rafael falando da Sagrada Família e de Gaudí. Descobri, então, que estava estudando na escola sobre a sua obra e sua vida. Em uma visita à Pedreira (outro projeto de Gaudi), aproveitei para comprar um livro infantil que se chama ”Pequena História de Gaudí” (ISBN: 84-8334-221-9). E, será neste que irei me basear para fazer um pequeno relato sobre a vida e formação desse gênio da arquitetura.

   

Era um homem que se entregava com muita ilusão a seu trabalho. Tinha barba e cabelos brancos, olhos muito azuis e roupas sóbrias. Sempre andava pensativo, sempre tinha muito trabalho a realizar, não usava relógio e, por isso, não se dava conta de que o tempo passava. Para ele não havia horário de comer, dormir e, muito menos, de trabalhar. Nasceu em 1852 e era filho de um modesto caldeireiro. Nasceu no povoado de Réus, na província de Tarragona, e foi o menor entre cinco irmãos. Sempre foi reconhecido pelo seu gênio forte e desde muito jovem deu mostras de seu talento, destacando-se na escola por seu caráter decidido. Dedicava-se apenas àquilo que lhe interessava. Suas notas eram muito irregulares, o que deixava os professores desorientados, já que nunca sabiam para onde seu olhar ou para o quê seu interesse se voltariam.

Desde pequeno, gostava de fazer excursões e caminhadas pelos campos e montanhas. Observava tudo e aprendia as lições que a natureza oferecia.

      

Muito de suas soluções arquitetônicas, posteriormente adotadas, vieram dessas observações. Muitos dos seres vivos que o rodeavam, transformaram-se em elementos decorativos e em soluções estruturais. Se olharmos bem para suas obras, encontramos insetos como fechaduras de portas, tartarugas que seguram colunas, flores que sobem pelas paredes ou dragões que nos observam desde os lugares mais insuspeitáveis. Esses elementos estão presentes nos edifícios tornando-os mais bonitos e mais resistentes. Se olharmos, ainda, mais de perto cada detalhe, por exemplo algumas plantas que adornam esses edifícios, podemos reconhecer inclusive as distintas espécies, de tão exatas como são as reproduções.

Em 1873, decidiu estudar arquitetura e matriculou-se na Escola Provincial, mas não foi um bom aluno. Logo perdeu o entusiasmo quando se deparou com as normas e regras que lhe ensinavam. Para ele, mais importante do que o ensino das disciplinas acadêmicas, foi sua experiência de trabalhar enquanto estudava. Na verdade, ele procurava trabalho porque seu pai não tinha condições de lhe financiar os estudos. Sempre procurou trabalho nos escritórios de arquitetura onde podia enfrentar problemas práticos e reais, que reclamavam soluções imediatas. Não gostava das discussões teóricas que era obrigado a estudar na Escola.

Mais adiante, escreverei sobre as características de sua obra e como aproveitava sua imaginação para resolver problemas arquitetônicos.



Escrito por Giovana Paiva às 19h11
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COMENTÁRIOS

DE NOVO SOBRE AS AMIGAS

Estão muito engraçados os comentários que tenho recebido direto no meu email sobre o texto que escrevi sobre os tipos de amigas. Algumas se identificam com os tipos criados e outras não. Algumas querem ser, mas não são. Outras, não são de nenhum dos dois tipos e querem que eu as inclua em algum. E, ainda tem as que se acham incluidas, mas dizem que existem outras que são muito mais. Teve uma, inclusive, que escreveu algo assim: "me acho incluída nessa categoria, mas fulana e sicrana são as verdadeiras representantes do grupo".

Me aguardem!!! Vou pensar em uma maneira de contemplar as que ficaram de fora. Teve uma que sugeriu que criasse um grupo das "exageradas", mas vou pensar melhor. Não sei...

Mas, as que já estão, já estão... Ah! É importante dizer, que algumas podem ser de mais de um tipo.



Escrito por Giovana Paiva às 12h25
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TURQUIA

MERCADOS TURCOS

 

Eu gosto muito de feira. Principalmente por causa das cores das barracas e do material exposto. Neste, vou aproveitar para expor as fotos mais bonitas que fiz.

Andar, olhar e sempre comprar alguma coisa, nem que seja um celular de brinquedo que toca aquelas músicas chatas e que criança adora. Na feira de Capadócia comprei um bicho desses. Chato!!! De dar dó e nó no juízo das pessoas. Mas, eu e Rafa adoramos...  

Por falar em feira, teve um tempo em Natal que a gente só ouvia falar nas feiras da Sulanca. Quem não ouviu falar nelas? Elas vinham de Pernambuco e montavam uma grande estrutura em alguns bairros de Natal. Fui várias vezes comprar roupa na feira da Sulanca da Cidade da Esperança. Com certeza, não corria nenhum risco de encontrar qualquer amiga vestida com as minhas saias maravilhosas, lindas e baratíssimas,

E aqueles caminhões de Pium? Cheios de roupas coloridas e lindas. Comprei, várias vezes, roupas para Rafael por 1 ou 2 reais. Adoro essas coisas.

Na Turquia, procurei conhecer vários mercados e feiras (assim como em Barcelona). Mas, lá existe a peculiaridade das negociações, a qual parece que se tornou também uma atividade turística. A gente nunca sabe se está pagando justo, se está sendo roubado ou se está comprando barato ou caro. Os comerciantes nos assediam, acompanham e insistem. Eles dão o preço do que a gente demonstrar interesse e somos orientados pelos guias a oferecer menos da metade. Eles ou nós aceitamos se quisermos. Para algumas pessoas no grupo, inclusive para mim, era cansativo. Sempre tinha a impressão de que estava participando de uma roleta russa.

Só para ter uma idéia, uma boina turca que custava 10 liras, comprei por 2. Uma blusa que custa 10, comprei por 4. Uma calça que custava 18, comprei duas por 22 e assim vai. Mas, ao final, penso que fiz boas compras.

O principal mercado que conheci em Estambul foi o Gran Bazar, que está em todos os guias de turismo. É enorme. Um labirinto belíssimo do chão ao teto. Corredores, multidão, música, vozes, barulho, animação. Uma grande festa. Mas, não é o lugar para se comprar. Tudo é muito caro. Foi lá que vi, pela primeira vez na minha vida, várias lojas cheias de ouro.

   

 

   

Ainda fui ao Mercado Egípcio. Uma feira que se estende por diversas ruas próximas a um dos cais de Estambul e onde pudemos comprar coisas baratas. E onde me encantei pelas cores dos temperos.

   

   



Escrito por Giovana Paiva às 18h01
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Ainda em Estambul, fui ao mercado de peixe, por curiosidade e para almoçar um peixe fresquíssimo que, inclusive, estava vivo e nadando em uma bacia cheia d’água. Comi um dourado frito que estava uma delícia.

   

 

E, em capadócia, no centro de um povoado pequenino, conheci uma feira popular que está fora dos circuitos turísticos, onde os moradores do povoado e das redondezas fazem suas compras. Foi um acaso ter encontrado essa feira e ter tido tempo disponível para visitá-la. Lá vi famílias comprando, carros e caminhonetes saindo lotados de pessoas com suas compras, mulheres seguindo atrás de seus maridos, com os rostos e o corpo cobertos e de cabeça baixa. Era pleno meio-dia e foi um dos momentos mais interessante que vivi.

 

 

Durante a semana em que estive na Turquia, penso que foi nesses lugares que o Brasil se fez mais presente nas minhas lembranças.

Quanto se trata de pouco dinheiro, eu sei negociar, pois isso fiz boas compras na Turquia. Mas, quando tive que lidar, por exemplo, com a compra do meu apartamento recorri a uma “expert” em negociações e transações de grande monta. Além de ser muito chique, ela também é linda e antipática. Apesar disso, ela comprou o meu apto por um excelente preço e eu serei eternamente grata pela sua gentileza e sabedoria. Já pedi que escrevesse um livro ensinando as pessoas a ganhar dinheiro. O problema dela é que só sabe ganhar dinheiro para os outros. Mas, um dia, chega lá.



Escrito por Giovana Paiva às 18h01
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RAFEL

QUEBRA DO PRIMEIRO ÓCULOS.

Era assim:

Por escolha dele, os 2 graus de miopia tinham que estar em um óculos vermelho. Hoje, ao chegar à escola para buscá-lo, fui informada de que o havia quebrado. Novamente sua escolha foi por um "colorido diferente" (segundo ele).

 

 



Escrito por Giovana Paiva às 14h19
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REFLETINDO

PERSEGUIÇÃO DE PALAVRAS

 

Às vezes me surpreendo percebendo que algumas palavras se repetem no meu pensamento. Eu sempre digo que elas estão me perseguindo. Quero esquecê-las, desviar o seu curso, mas me vejo envolvida nas mesmas e, principalmente, pensando, tentando construir significados e conectando-as para, quem sabe, aplacar essa perseguição.

Há vários dias que algumas estão acesas, como facho de luz, encandeando meus olhos diante de mim. Seguindo todos os meus passos, todos os meus caminhos e todos os meus descansos. Tento despistá-las, mas não consigo ser bem sucedida.

Repetidas vezes olho seus significados no dicionário e tento associá-las ou degluti-las.

Inútil!!! Definitivamente não estou conseguindo esquece-las e continuam a me perseguir.

Não resolvo e nem sei qual a intenção que tenho ou o que quero fazer com elas. Talvez seja exorcizar-me, livrar-me de sentimentos ou libertar-me de situações indesejadas.

Revelá-las seria revelar a mim mesma e revelar qual o significado que têm para mim, nesse momento de minha vida.

Não convém!

Mas, quem sabe consiga envolvê-las em outras palavras e fazer com que os seus significados não signifiquem nada. Torná-las um reles e infame resultado, ou uma afronta e ultrajado procedimento, ou mesmo escondê-las em um desvio ou perturbação de uma função normal. E, simplesmente, livrar-me delas.

Não importa, pois elas serão sempre nada. Não significarão nada para ninguém, a não ser para mim mesma.

Não, não me convém falar nada, mesmo estando dito.

Talvez nunca seja necessário falar.

Talvez nunca seja nada.

Talvez nunca mais seja conveniente.

O que me convém mesmo, quem sabe, seja comprar um dicionário etimológico que explique o estudo das palavras, de sua história, e das possíveis mudanças de seu significado ou fazer muito mais anos de análise.

Porém, não creio que algumas palavras mudem em um espaço de tempo tão curto.



Escrito por Giovana Paiva às 08h36
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CAPADÓCIA

AS CIDADES SUBTERRÂNEAS

Alguns milênios a.C., a região da Capadócia foi coberta pelas cinzas de um vulcão. Todo o solo da região, ainda hoje, é composto por cinzas e argila, o que mantém a terra, na sua superfície, muito fértil, e no seu subsolo, um tipo de solo de fácil remoção e escavação. No entanto, essa mistura (cinza e argila) em contato com a atmosfera (ar e água), torna-se enrijecida de tal maneira que é quase impossível de ser rompida pela mão do homem. Essa é a lógica que explica a resistência ao tempo que tiveram as casas e as mais de 40 cidades subterrâneas construídas na região da Capadócia.

É algo indescritível entrar em uma cidade subterrânea. Acho que não consigo explicar muito bem o que senti. Mas foi um misto de constrangimento, incômodo, vergonha e revolta pela perseguição histórica que os cristãos sofreram. Trazendo essa perseguição para os dias de hoje, puder fazer algumas associações e senti concretamente o que o homem é capaz para para sobreviver e defender uma crença religiosa.

Foi uma emoção diferente estar dentro de uma cidade subterrânea. E essa foi motivada, logicamente pela minha formação cristã, mesmo considerando que hoje não estou ligada e não creia em qualquer religião.

Provavelmente, as cidades subterrâneas começaram a ser construídas quando Jesus Cristo começou a disseminar as suas idéias e sua finalidade foi abrigar ou refugiar, durante milênios, seus seguidores contra as perseguições que viveram.

Visitei a cidade de Ozkonak, ao norte da região da Capadócia, próxima a um mosteiro da época Bizantina, e que foi descoberta em 1972, quando um morador limpava o jardim.

 

Acima o povoado atual próximo à entrada da Cidade de Ozkonak e abaixo, a entrada construída pelo Governo Turco e o esquema da cidade de Ozkonak (fotografada de um livro sobre as cidades subterrâneas em Capadócia).

 

Em 1973, o governo Turco tomou para si a sua administração, limpou-a e colocou-a à serviço do turismo.

Ali encontramos o que existe na maioria das cidades subterrâneas: manjedouras, galinheiros, túneis, residências e as portas de pedras.

 

O estábulo (primeira sala) e detalhe da fenda feita na rocha para prender a corda do gado

 

As portas de pedras fazem parte do sistema de segurança de todas as cidades. Ficam, em geral, ao final de um túnel estreito, por onde só passava uma pessoa. As portas de Ozkonak tinham 60cm de espessura, 1,70m de altura e pesavam 500Kg. O interessante dessas portas é que elas só podiam ser abertas pela parte interior do ambiente.

  

O invasor que tentasse entrar em uma cidade subterrânea, esbarraria numa dessas portas e teria, talvez, que retornar de costas, uma vez que o espaço disponível é muito estreito para movimentação do corpo.

   



Escrito por Giovana Paiva às 06h13
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O sistema construtivo é muito instigante. O ambiente superior tem abaixo, e próximo do seu centro, a parede do nível inferior. Algumas cidades chegam a ter 40 metros de profundidade e diversos níveis, um abaixo do outro. Os diversos poços de ventilação garantem uma perfeita circulação de ar dentro dos ambientes da cidade, além de terem sido, provavelmente, utilizados para retirada do material escavado (dentro da cidade tivemos que vestir casacos porque a temperatura era muito baixa).

 

 

Esquema de uma cidade subterrânea fotogrado de um livro e o poço de ventilação

Não existe espaço para as necessidades fisiológicas e foi encontrado um jarro cerâmico, provavelmente também, para guardar água de beber, o que explicaria que estas cidades eram abrigos temporários. .

 

Hoje, as cidades estão iluminadas para facilitar a visitação.

   

   

Porém, escolhi alguns ambientes com pouca ou nenhuma iluminação para registrar o que deveria ser viver vários dias ou semanas ou meses dentro desse formigueiro, apenas para sobreviver.

  

Por último, tive a perfeita compreensão do porque que os EUA não encontram e jamais encontrarão Bin Lader. Acho que nem a melhor tecnologia de hoje é capaz de burlar a segurança dessas cidades subterrânea e, penso que seja impossível de ser identificada, entre as milhares que existem na região do Oriente médio, a cidade em que ele provavelmente está escondido.

Escrito por Giovana Paiva às 06h12
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UMA POESIA

DILEMA
Antonio Cícero

O que muito me confunde
é que no fundo de mim estou eu
e no fundo de mim estou eu.

No fundo sei que não sou sem fim
e sou feito de um mundo imenso
imerso num universo
que não é feito de mim.

Mas mesmo isso é controverso
se nos versos de um poema
perverso sai o reverso.

Disperso num tal dilema
o certo é reconhecer:
no fundo de mim
sou sem fundo.

Durante sua palestra, no Ciclo de Conferência do Fórum Cultura e Pensamento em Tempos de Incerteza, organizado pelo Ministério da Cultura em 2005, cujo tema foi A SEDUÇÃO RELATIVA, Antônio Cécero diz que colher essa frase na internet, a qual achei muito interessante:

"Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco, na sopa é muito".



Escrito por Giovana Paiva às 12h44
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DE RAFAEL PARA JOÃO MARCELO (DO NEI)

Oi, João Marcelo. Eu quero te mostrar umas fotos de uns CRAKS de POKEMON e também do meu robô, que eu chamo ele de ROBÔZINHO. Quando eu for prá Natal, eu vou levar 240 CRAKS prá gente brincar. Eu fotografei prá te mostrar. Veja:

   

   

   



Escrito por Giovana Paiva às 16h50
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PARIS

MEU CARNAVAL DE 2006

Fico pensando no futuro, quando estiver numa roda conversando e o assunto for carnaval. De repente alguém pergunta: “Em que cidade você passou o carnaval mais diferente da sua vida e que você quer mantê-lo nas suas lembranças?” Eu, muito bacana, vou responder: “em Paris”.

Já pensou que coisa mais chique? Hahaha!!!

Se Chico Buarque (bicho lindo) passa férias e comemorou seus 60 anos em Paris. Eu, Giovana Paiva (bicha atrevida), passei o carnaval de 2006 em Paris. É ruim, heim?

              

Não ouvi nenhum batuque, nem vi nenhum pau ou lata. Nada!!! Nem um “confetinho” (dos menores que possam existir)? Nada!!

Não existe carnaval em Paris. É uma pena...  Por um instante, quis teimosamente imaginar o mela-mela de Macau passando pela Champs Elysee.

É lógico que não combina. Não é? Não tem nada a ver. Talvez os carros alegóricos da Marquês de Sapucaí fossem mais adequados??? Também conclui que não combina com Paris. Teria que ser outro tipo de carnaval.

Aí, não provocaria a mesma sensação em mim. Eu gosto mesmo é do nosso carnaval.

Paris combina com suas próprias coisas: cafés, calçadas, iluminação e encantamento. São coisas diferentes. Não posso confundir.

Eu estava apenas passando por Paris, assim como continuo passando por Barcelona. Não quero nenhuma dessas cidades como moradia definitiva. Mas é maravilhoso estar provisoriamente nessas cidades.

Cada vez mais a distância confirma que o que eu gosto mesmo é do meu lugar, das minhas cidades (Natal e Macau), do meu país, da minha cultura, da minha música. Acho bom manter contato com esse novo e reconheço que tem sido importante para mim, pois tenho tido oportunidade de aprender coisas novas e diferentes, mas para reafirmar o que já sou e tenho.

O meu carnaval em Paris foi andando pela cidade. Muita coisa para ser vista, pouco tempo disponível. Mas, penso que mesmo que tivesse muito tempo, não seria suficiente para viver o que a cidade pode oferecer. Tudo tem algo de encantamento: as entradas das estações de metrô ou as bancas de revista.

    

Os grandes edifícios como o Opera e a Comedie Française.

 

 

Ou os símbolos que representam a cara de Paris, como o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel.

   

Isso é o mínimo que eu poderia ter visto para aproveitar essa viagem, além dos museus (é claro!). O interessante também é andar nas ruas, deixar-se levar pelo fluxo do trânsito e até perder-se. Ver as vitrines, galerias e misturar-se às pessoas desconhecidas.



Escrito por Giovana Paiva às 10h09
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O ritmo que a companhia de Rafael exige, muitas vezes fez com que eu me separasse de Amadja e Fátima, com quem estávamos viajando, e essas escapadas fizeram com que eu me deparasse com a sensação literal de estar só, de só poder contar comigo e de que, enfim, posso enfrentar qualquer situação. E isso foi uma sensação maravilhosa de sentir e acho que me fez um pouco mais forte.

 

 

A gente pensa que tem idéia do que seja uma cidade cosmopolita, mas estar numa cidade verdadeiramente cosmopolita é outra história. É até estranho. Todas as diferentes caras que cruzamos vieram dos lugares mais diferentes e são desconhecidas. Todos nos tornamos anônimos e sem referências. Todos os caminhos são novos e os destinos desconhecidos. E isso é bom de experimentar!!!

Talvez seja por isso Chico Buarque a escolheu como refúgio...  Quem sabe, eu a escolha também... Será que não posso?

Escrito por Giovana Paiva às 10h09
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