DESLUMBRANTE

FOTOS NO RIO NILO

  

  



Escrito por Giovana Paiva às 17h16
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EGITO

 

TEMPLO DE KOM OMBO

 

Muito próximo a Assuan, na Aldeia de Kom Ombo, encontramos o Templo de Kom Ombo que, na verdade, é um templo duplo, obtido pela fusão de dois edifícios contíguos. A parte da esquerda está consagrada ao Deus Falcão Haroeris, deus solar guerreiro, exterminador dos inimigos de Osíris, representado por um disco solar. Com suas asas protege dos gênios maléficos e de todo o mal; por essa razão está representado em todas as portas de entrada. A parte direita está dedicada ao Deus Crocodilo Sobek, deus primordial a quem se atribue a criação do mundo, deus da fertilidade, exterminador dos inimigos de Osíris e, portanto, tal como Haroeris, potente inimigo do mal.

       

Imagens do Templo de Kom Ombo

O Templo surgiu a poucos metros do Nilo. Originalmente estava rodeado de altos muros que englobavam o Grande Templo e outros pequenos templos e capelas. Entre essas a capela de Hathor, que ainda se encontra em bom estado de conservação e decorada com oferendas apresentadas pelo imperador Domiciano.

Verificamos ainda marcas do passado preservadas. As duas entradas contíguas que se abrem majestosas, detalhes dos relevos nas colunas do pátio, marcas da antiga pintura, restos da decoração realizada por Ptolomeu VIII.

               

Interior do Templo de Kom Ombo

       

Detalhes das Colunas

       

Inscrições hieróglifos e as representações das oferendas

       

Representação do material cirúrgico utilizado (igual aos atuais) – parto de cócoras e dentro d’água

 

É IMPORTANTE LEMBRAR QUE ESTAMOS FALANDO DE CONSTRUÇÕES DO SÉCULO 32 ANTES DE CRISTO, DAÍ A MAGNITUDE E IMPORTÂNCIA DO QUE ESTÁ REPRESENTADO NESSES EDIFÍCIOS.

Escrito por Giovana Paiva às 17h08
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EGITO

A CIDADE DE ASSUAN

 

Confesso, antecipadamente, minha ignorância para estar consultando os livros e poder registrar essas informações, mas para mim é imprescindível faze-lo para guardar na memória o máximo possível do que recebi, vi e vivi.

A cidade de Assuan encontra-se a 886 quilômetro do Cairo. Está ao sul do Egito e à margem do Rio Nilo. Ali termina o Vale do Nilo e começa Núbia, acabam os campos cultivados e inicia o deserto e a imensidão do Lago Nasser. A Núbia, cujo nome antigo era NUB, significa OURO, foi terra de conquista e de exploração, porta de entrada para a África negra, único elo de ligação do continente negro com o mar. A região de Núbia dava aos Faraós ouro, melhores soldados, madeiras mais apreciadas, espécies mais perfumadas, marfim, plumas de avestruz e tantas outras coisas. Lá também extraiam o granito vermelho, muito usado nas construções religiosas, para construir obeliscos, esculpir colossos ou construir imponentes templos.

Hoje, além do interesse histórico e arqueológico que Assuan desperta, tornou-se um importante ponto de partida para as excursões dentro do país, tanto na direção de Abu Simbel (ao sul), como na direção de Luxor (ao norte).

  

  

 

Cenas da cidade de Assuan

       

A Charrete em que fizemos o passeio

        

Rafael bebendo água e as crianças pobres de Assuan pedindo “dólar”



Escrito por Giovana Paiva às 16h54
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EGITO

O PERCURSO DA VIAGEM

 

Nossa viagem foi ao longo do Rio Nilo e pode ser dividida em dois momentos: o Alto Egito e o Cairo.

Chegamos pelo sul do Egito, na cidade de Assuan, onde está localizada a Alta Presa. Trata-se da represa que criou o Lago Nasser, o segundo maior Lago represado do mundo. Toda a região sul do Egito, às margens do Rio Nilo, sofreu com a obra da represa, pois viveu uma radical mudança paisagística e ambiental provocada pela grande inundação. Muitos resquícios históricos foram perdidos. Quatorze templos foram desmontados e transferidos para os terrenos mais altos. Dentre eles, o Templo de Abu Simel.

      

Abu Simel (fotos de Cynthia)

A visita ao Templo de Abu Simel foi oferecida como um passeio fora do pacote. Custava 85 euros e para este eu não fui. Primeiro porque a saída foi às 3 horas da madrugada (algumas horas depois de nossa chegada ao Egito). Depois, atravessaria o deserto por 3 horas e meia em um ônibus, visitaria o templo e voltaria logo a seguir para Assuan. Ponderei o custo e o benefício desse sacrifício e decidi não participar da maratona. Era o primeiro dia de viagem e ainda restavam mais seis. Todo percurso da viagem pode ser resumido da seguinte forma:

  • Chegada a Assuan –sexta-feira, dia 30/06, 11 horas da noite – deslocamento até o barco, onde dormimos as 4 noites seguintes.
  • Primeiro dia, sábado, dia 1/7 - em Assuan - primeiras horas da manhã, visita a Alta Presa e ao obelisco inacabado – Volta ao barco e viagem até o templo de Kom Ombo – Volta ao barco para dormir. Parte da noite viajando.
  • Segundo dia, domingo, dia 2/7 – Barco ancorado em Edfú – visita ao templo de Edfú. Volta ao barco para antecipar a travessia do canal – Na verdade, esse canal trata-se de uma outra represa no Rio Nilo. Neste, os barcos entram numa fila e ficam aguardando sua vez para atravessar. O rio baixa cerca de 8 metros e os barcos passam de dois em dois, como se entrassem em um elevador de água. Este lugar da travessia enche para que os barcos possam subir e seca para que outros possam descer (poderão verificar melhor nas fotos abaixo) - Chegada à cidade de Luxor - Visita ao Templo de Luxor - Dormimos no barco ancorado em Luxor.

      

Fotos da travessia pelo canal e o elevador de água utilizado para descer 8 metros de desnível no Rio Nilo

  • Terceiro dia, segunda-feira, dia 3/7 – Ainda em Luxor – pela manhã, visita ao Vale dos Reis e ao templo de Deir el-Bahari e, à tarde, visita ao Templo de Karnak - À noite, aeroporto de Luxor, vôo direto para o Cairo.
  • Quarto dia, terça-feira, dia 4/7 – Cairo - Visita a Gizeh (a pirâmide de Keops e a Esfinge) - À tarde, passeio no mercado no centro da cidade – jantar com show (programa ridículo).
  • Quinto dia, quarta-feira, dia 5/7 – Visita à Cidadela de Saladino, Mesquita e a casa Mahamed Ali –Igreja Católica onde Maria e Jose se refugiaram com Jesus Cristo, fugindo da perseguição dos judeus e, em seguida, Museu do Cairo – Depois almoço e hotel.
  • Sexto dia, quinta-feira, dia 6/7 – Visita a Sakkara e Dashur. Volta ao hotel
  • Sétimo dia, sexta-feira, dia 7/7 – Volta a Barcelona


Escrito por Giovana Paiva às 12h29
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REFLETINDO

SOBRE A ÉTICA

 

Nunca tive a erudição de alguns e talvez por isso, absolvi alguns conceitos quase por osmose, sem qualquer reflexão sobre seus significados. A ética talvez seja o melhor exemplo dentre todos. Até a leitura do livro Ética para meu filho (Fernando Savater), minha certeza era que eu entendia o que era ética. Em razão disso, foi surpreendente e também encantador descobri-la e revelá-la simples, pois significa apenas adquirir um certo saber-viver ou arte de viver.

Minha ocupação em tentar entender o seu significado foi motivada pela insistente gravitação desse conceito em minha vida. Tornou-se explicação para quase tudo, principalmente na ação política e nas relações pessoais. Aliás, ser ético ou agir eticamente tornou-se quase uma camisa de força. E o pior é que ninguém nunca explicava o que, de fato, era ser ético. Para mim, poderia significar qualquer coisa parecida com ser correto, sincero e cumprir com os compromissos assumidos. Ter uma postura ética era algo muito bonito e desejado. Na política, nossos candidatos agiam com ética e nossos discursos sempre reforçavam que se podia fazer política com ética. Nas relações pessoais o “excesso” de sinceridade ou o desrespeito também era exemplo de uma convivência ética. Enfim, tudo que me circundava era o que existia de melhor exemplo de ética (sic!).

Uma dessas surpresas foi descobrir que ética tem a ver com liberdade. Para isso, devemos agir, decidir e escolher de acordo com o que nos convém, com o que nos é bom e que não prejudique a quem se encontre ao nosso redor.  Ora, naquele momento em que lia o livro ainda vivia a ilusão de que podia, de forma premeditada, me destruir para renascer diferente. E o pior, acreditava que poderia viver esse processo apenas porque queria viver. Foi então que percebi confortada que a liberdade que posso usufruir para me construir está condicionada a uma série de determinantes culturais (tradições, hábitos, formas de comportamentos, lendas, etc.) e que não tenho que inventar nada. Aliás, nem poderia, mesmo que quisesse.

A primeira reação que tive foi de medo pelo provável desamparo que poderia sentir. Ora, se tudo o que preciso já está em mim e o que quer que eu venha a fazer ou decidir é bastante previsível, como poderia lidar com esse fato se eu não sei o que sou e muito menos o que será de mim? Mas, com tudo isso, ainda bem que consegui perceber que a alternativa que me restava não era tão desalentadora como parecia inicialmente. Muito pelo contrário, era muito estruturadora, uma vez que posso continuar a dizer "sim" ou "não", quero ou não quero. Posso exercer o direito de ser livre para responder pelo que me acontece, uma vez que não sou livre para escolher o que me acontece. Obviamente, que isso não significa que conseguirei tudo o que eu quero, senão posso me tornar onipotente. Mas, posso optar pelo que me parece bom ou conveniente, posso inventar e escolher, e posso até me enganar. Não importa a ninguém.

Diz o autor que isso é o que caracteriza a arte de viver bem. E é o que eu quero.

Mas, a realidade impõe limites que impreterivelmente temos que respeitar. Apesar de tudo, ficou uma lição: é importante considerar a importância que temos para nós mesmos. Gostar, amar, cuidar, zelar, crescer.

"(...) Depois é preciso tornar-se adulto, ou seja, capaz de inventar, de certo modo, a própria vida, e não simplesmente de viver a vida inventada pelos outros. Naturalmente não podemos inventar totalmente, pois não vivemos sozinhos e muitas coisas nos são impostas, queiramos ou não (...)." (pág. 55)



Escrito por Giovana Paiva às 08h42
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EGITO

DO AEROPORTO AO BARCO

 

Do aeroporto fomos para o hotel. Na verdade, o hotel era um barco chique e maravilhoso. Eu nunca imaginei que iria viajar em um barco daquela natureza.

Minha gente!!! Só com as fotos poderei explicar melhor...

Um fato interessante é que as margens do Rio Nilo parece não possuir uma grande estrutura de cais. E, olhem, são muitos barcos que prestam esse tipo de serviço. Segundo o nosso guia, existem cerca de 400 barcos (hotel) circulando, subindo e descendo o Rio Nilo. A cada parada, eles encostam um no outro e os passageiros podem sair, passando por dentro dos barcos vizinhos e pelas diversas recepções, até chegar ao chão firme.

A passagem de um barco para o outro parecia um pouco insegura, mas não ocorreu nada durante os 3 dias que ficamos circulando por eles. Na foto abaixo, o nosso barco é o último da fila (lilás).

           

Fila de barcos ancorados                                                                                                          Lateral entre dois barcos encostados



Escrito por Giovana Paiva às 13h25
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Internamente, os ambientes do barco são um “desbunde”. Tudo funciona bem. Parecia que estávamos em um hotel muito luxuoso (como outro qualquer). Nenhum balanço ou sobressalto. Apenas o barulho do motor, que com o passar dos dias, nossos ouvidos foram deixando de ouvir.

     

Balcão da recepção                                                                                                     Subida para os quartos a partir da recepção

    

Iluminação do hall de entrada                                                                 Bar                                                                Restaurante

   

Corredor para os quartos                                                            Quarto

Rafael adorou ficar hospedado no barco. A maioria do tempo ele preferia ficar brincando no nosso apartamento. O que achei bom, porque o calor dos primeiros dias de viagem estava quase insuportável. Estávamos no sul do Egito, no Alto Egito, viajando pelo Rio Nilo, desde a cidade de Assuan até Luxor, parando em monumentos, descendo do barco e fazendo as visitas guiadas por um guia que falava em espanhol.

Devido às altas temperaturas, nos primeiros 3 dias, as visitas foram iniciadas às 7 horas da manhã e por volta das 11:00 horas estávamos de volta ao barco. Aí, ficávamos até às 16 horas, quando saíamos novamente. Como Rafael sempre acorda muito tarde, preferi excluí-lo das visitas matutinas. Todas as noites, antes de dormir, explicava a ele o que aconteceria no dia seguinte. Pela manhã, um pouco antes de sair, deixava tudo organizado (comida e brinquedos) para que ele não saísse do quarto e se virasse sozinho ao despertar. Na recepção, deixava sempre alguma recomendação. Foram visitas um pouco aflitas, mas foi melhor assim, pois não passei pelo “stress” de acorda-lo muito cedo, evitei que ele se cansasse muito e tomasse sol em excesso. Enfim, nos 3 dias de visitas, quando voltava ao nosso apartamento, ainda estava dormindo (ainda bem!!!).

O barco sempre se deslocava pelo Rio durante a noite ou no intervalo do meio dia.



Escrito por Giovana Paiva às 13h24
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INVEJA IV

JOAQUIM CORTÉS

 

 

 

Ontem, dia 12, fomos ao espetáculo de um grande bailarino de música flamenga.

O rapaz tem apenas 37 anos e é lindííííssimo!!!!

De família gitana, estudou no Balet Nacional de España a partir dos 14 anos e com 17 ascendeu a categoria de solista. Atualmente viaja o mundo com uma companhia própria.

Foi um espetáculo de provocar muitos suspiros e sonhos bons!!!!

 

 

Esse é de causar inveja a qualquer principe. É ou não é?

Que se manifeste o meu Imperador!!!

 



Escrito por Giovana Paiva às 12h58
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A CHEGADA AO EGITO

O tempo está passando e continuo sem internet em casa, por isso a demora em escrever no Blog.

   

A viagem ao Egito foi um momento incrível na minha vida. Do mesmo modo que em relação à Turquia, minhas impressões beiram o indizível, pois estar diante da concretude que o tempo deixou estar desde o século  32 antes de Cristo, não é fácil de descrever.

Pequenez. Insignificância. Estarrecimento. São as palavras que melhor expressariam meus sentimentos.

O Egito é um país cuja economia é sustentada, principalmente, pelo petróleo, pela agricultura e pelo turismo. É o país do continente africano mais desenvolvido turisticamente e é uma das rotas mais utilizadas pelos europeus. Pelo que pude perceber, parece que somente a Espanha, por exemplo, está enviando dois aviões de turistas por semana durante esses meses de maio a setembro. Então, com isso, dá para imaginar o quanto a estrutura voltada para o turista está organizada. Tanto que saí do país com a sensação de que só vi cenários belíssimos e maravilhosos, mas cenários. Não tínhamos muito espaço para escapar a essa estrutura, o que para mim, que viajei acompanhada de Rafael, foi muito cômodo.

Para começar, quando o avião estava pousando às 21:30 horas na primeira cidade que chegamos, chamada Assuan, o piloto fazendo as despedidas de praxe, anunciou que a temperatura externa estava em 42 graus. Imaginem o mormaço que enfrentamos ao sair do avião naquela hora da noite!

Ainda no alto da escada do avião, olhando para os rabiscos escritos em árabe ao longe, na parede do edifício do aeroporto, lembrei-me dos terroristas xiitas, pensei: “estou no inferno?”. E parecia mesmo que estava no inferno e pedi às energias do mundo que protegessem a mim e a meu filho. Percorremos a pista do aeroporto em um ônibus velho, com um motorista afobado, acelerando, freiando e buzinando.

Enfim, chegamos no hall do aeroporto, que estava vazio. Parecia também que estava aberto apenas para nos receber. A primeira surpresa foi perceber a presença de muitos policiais armados. Em todos os cantos do aeroporto tinha um policial vestido de branco e com uma arma enorme na mão. Estranhamente os mesmos funcionários de agência de viagem que nos receberam estavam agora dentro de uma cabina carimbando os nossos passaportes. Apenas carimbaram e nos encaminharam para um ônibus com ar condicionado e nos levaram para o hotel (barco). Foi uma sensação estranha.

Antes de chegarmos ao Egito, fomos informados que teríamos que pagar 34 euros pelo visto de entrada e, naquele momento, fomos informados que pagaríamos na primeira hora ao agente de viagem, quando já estivéssemos instalados no hotel. Muito estranho, mas enfim... seguimos as ordens.



Escrito por Giovana Paiva às 08h03
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